Vindima Serra Gaúcha 2026 é janeiro com cheiro de uva quente no sol. E com o adulto descobrindo um “novo Natal”. Só que, em vez de pinheiro e luzinha, entra parreiral, espumante e uma alegria bem italiana.
A Serra muda de pele nesse período. E muda o seu roteiro também. Você pode fazer a pisa da uva sem ir longe. Ou pode esticar até Bento e viver a versão raiz, com colheita, merendim e conversa de família.
Índice
Vindima Serra Gaúcha 2026: a melhor forma de fazer pisa da uva em janeiro perto de Gramado é escolher entre Canela e Bento Gonçalves. Em Canela, a Vitivinícola Jolimont tem pisa o ano inteiro, e em janeiro ela ganha mais verdade por causa das uvas frescas na região.
Em Bento, a abertura do Bento em Vindima acontece em 10 de janeiro de 2026 e a cidade entra em modo colheita até o fim de março. Para experiências guiadas com pisa, duas apostas fortes são Vinícola Cainelli (colheita + merendim + pisa) e Vinícola Cristofoli (entardecer nos vinhedos + pisa + “brunch noturno”).
Janeiro em Gramado tem cara de recomeço. O Natal Luz já virou lembrança. A cidade respira mais leve. Só que o turista adulto continua com sede de ritual.
A vindima entra aí. Ela entrega o que o adulto busca quando não quer parque temático. Entrega tempo. Entrega sabor. Entrega cultura viva.
E tem um detalhe. Vindima não é “evento de palco”. É evento de terra. Você pisa uva. Você suja o pé. Você ri de si mesmo. Você volta com a memória no corpo.
Quem conhece a Serra sabe. A melhor parte acontece fora do “centro fotogênico”. Acontece quando você ouve um italiano gaúcho falando de safra como quem fala de família. Acontece quando o cheiro do mosto sobe e dá aquela tontura boa.
A vindima, na prática turística, costuma acontecer de janeiro a março. É a temporada da colheita e das experiências ligadas à uva e ao vinho.
Em 2026, janeiro já começa valendo.
Bento Gonçalves puxa a fila com programação de vindima de 10 de janeiro a 29 de março. Gramado também abre a sua vindima em 10 de janeiro de 2026, com agenda que segue até 1º de março.
Agora, o ponto fino. Em Gramado, a parte mais “praça e taça na mão” costuma começar em fevereiro. A Vila do Vinho, na Praça das Etnias, tem início divulgado para 6 de fevereiro de 2026 (e vai até 1º de março).
Primeiro, uma regra simples: programação muda. E muda sem pedir licença. Então, trate datas e horários como “o que está publicado hoje”.
Se você quer sentir o “marco zero” da Vindima Serra Gaúcha 2026, o sinal está em Bento.
A Prefeitura de Bento Gonçalves divulgou a abertura oficial do Bento em Vindima para 10 de janeiro de 2026, às 15h30, durante o Festival Sabores da Vindima, na Vinícola Salton, em Tuiuty.
O evento costuma juntar aquilo que a gente quer ver numa vindima de verdade: pisa, colheita, comida típica, música e aquele clima de festa de comunidade. Só que com turistas no meio, claro.
E tem outro detalhe importante: a própria prefeitura já sinaliza que a programação completa pode ser divulgada mais perto do período. Ou seja, planeje com flexibilidade.
Se você está em Gramado, pense em Bento como bate-volta ambicioso. Dá. Mas exige sair cedo, estrada e uma energia de “hoje eu vivo o dia”.
Nem todo mundo quer cruzar a serra até Bento. Às vezes você quer a pisa “perto”. E quer encaixar em um dia de Gramado.
Aqui entram dois caminhos bem diferentes: Canela com Jolimont e Gramado com pré-vindima + fevereiro na Vila do Vinho.
A diferença é simples. Canela te entrega pisa com estrutura de atração. Gramado te entrega a narrativa do evento municipal, que vai ganhando corpo até fevereiro.
A Jolimont joga com uma carta forte: pisa todos os dias, com dinâmica de experiência turística.
Ela tem opção de Pisa de Uvas Jolimont com preço anunciado no próprio site (você vai ver variações e combos). E também tem conteúdo específico de Vindima 2026 com combos e proposta de safra.
Eu gosto de ir com cabeça certa. A Jolimont não é “só pisa”. É mirante, parreiral, lojinha, degustação, foto boa. E música, quando a programação encaixa.
Em janeiro, a autenticidade melhora por um motivo óbvio. A região está no clima de colheita. A uva aparece com outra presença. Não é cenário. É ciclo.
A Vila do Vinho é o palco mais fácil. E o mais democrático.
Pelo perfil oficial da Vindima em Gramado, a vindima ocorre de 10/01/2026 a 01/03/2026, e a Vila do Vinho fica de 06/02/2026 a 01/03/2026 na Praça das Etnias.
Em termos práticos, isso significa duas coisas.
Primeiro: janeiro é mais “interior e vinícola”. Segundo: fevereiro é mais “centro e programação diária”.
Então sim, dá para falar em “pisa em janeiro perto de Gramado”. Mas, em Gramado-centro, a pisa tende a aparecer com mais força a partir de fevereiro, na Vila do Vinho.
Se você está na cidade em janeiro, meu conselho é direto: combine Jolimont + um dia de Gramado. E deixe a Vila do Vinho para quem volta em fevereiro, ou para quem estica a viagem.
Você está em Gramado. Você quer Bento. E você quer voltar no mesmo dia. Dá.
Mas não dá “de qualquer jeito”. Se você sair tarde, você chega tarde. E vinícola não espera.
O roteiro que funciona tem cara de disciplina. E de prazer também.
Escolha o seu nível de esforço.
Independente do formato, pense em sair cedo. E em voltar antes de a serra virar um cansaço.
Se você ainda está montando base em Gramado, vale ler meu hub da cidade. Ele ajuda a entender deslocamentos e ritmo.
A Cainelli vende uma ideia simples. “Vem viver a vindima como a gente vive.”
E ela entrega isso com roteiro bem amarrado.
No material de vindima da própria vinícola, aparecem itens que fazem diferença: recepção pela família, visita ao museu, boas-vindas do enólogo, caminhada leve, colheita feita pelo visitante, merendim sob os vinhedos, música italiana, retorno no “Wine Tuc” e, aí sim, a pisa das uvas.
O merendim é aquele momento que salva a experiência. Você não está só bebendo. Você está comendo como colono em dia de safra. Queijos, pães, cucas, polenta, salame.
E tem dado de preço publicado pela própria Cainelli para 2026 (o que é ótimo para planejamento). A vinícola informa R$ 299,90 por pessoa, com variação em período de Carnaval, e valores diferentes para crianças.
O que eu faria, na prática:
A Cristofoli tem uma pegada mais “cena”. Sem virar artificial.
A experiência “Entardecer de Vindima” descreve um roteiro com welcome drink, visita com enóloga, passeio de trator até vinhedo no topo, músicas da imigração italiana, contemplação do pôr do sol, pisa das uvas e um “brunch noturno” servido no vinhedo.
Esse “brunch noturno” é quase um jantar informal. Com pães, frios, queijos, frutas, salada e um ragu com polenta. E acompanhado de vinhos e espumantes da casa.
A experiência também é clara em pontos que muita gente ignora:
Eu gosto disso. Transparência evita frustração.
E tem um detalhe que muda seu dia: é fim de tarde. Então você pode almoçar em Bento, fazer um passeio leve, e fechar o dia com a experiência.
Aqui não tem romantização. Janeiro na Serra pode ser quente.
Em Gramado, climatologia publicada indica mínima por volta de 18°C, máxima perto de 29°C e precipitação média alta em janeiro.
Em Bento Gonçalves, dados agrometeorológicos da Embrapa mostram janeiro com médias de temperatura mínima e máxima na casa de 18°C e 28°C, além de registro de chuva e umidade no mês.
O que isso significa na vida real?
Use isso como lista rápida. E ajuste ao seu estilo.
Quem conhece a Serra sabe o truque. Leve o casaco mesmo com sol. A serra adora contrariar previsão.
Pisa da uva não é “passar lá rapidinho”. Ela exige margem.
Eu trabalho com três tempos mínimos.
Se você está baseando a viagem em Gramado, vale encaixar um “dia de respiro” antes do bate-volta. Gramado cansa quando você tenta fazer tudo em dois dias.
Aqui é onde muita gente perde a viagem.
Janeiro tem alta demanda. E a vindima virou “evento desejo”. A pisa não é infinita. Tem horário. Tem grupo. Tem limite.
A própria Cristofoli marca “necessidade de reserva antecipada”. A Cainelli já publica valores e chama para reservar datas e horários.
Então minha dica é simples e sem poesia: Reserve. Antes.
E não reserve no impulso do “depois eu vejo”. Pisa boa esgota semanas antes em janeiro, especialmente em finais de semana e perto de feriados.
E atenção: preços, regras e horários podem mudar. Até cardápio pode mudar. A Cristofoli avisa isso de forma explícita.
Você vai gastar com experiência? Então equilibre na comida. Sem drama.
Eu não vou prometer milagre de preço em Gramado. Mas dá para comer com inteligência.
Três táticas funcionam.
Se você quer um roteiro mais amplo de Serra, com Bento e outras cidades além do eixo óbvio, deixo uma leitura que amplia seu mapa mental: Serra Gaúcha: muito além de Gramado e Canela
Aqui vai um desenho realista. Sem correria besta.
Manhã em Gramado. Faça o centro com calma. Igreja, lago, café. Sem maratona.
Depois do almoço, vá para Canela e faça a Jolimont. Pisa, passeio, degustação.
Volte para Gramado no fim do dia. Jante leve. E durma cedo.
Saia cedo. Chegue antes da experiência.
Escolha Cainelli se você quer o “manhã de colheita + merendim + pisa”.
Escolha Cristofoli se você quer o “entardecer no vinhedo + pisa + pôr do sol”.
Volte sem pressa. E sem dirigir se você bebeu. Isso não é moralismo. É sobrevivência.
Se você curte esse tipo de tour clássico com vinícola e trem, tem um post antigo, mas útil, sobre o Tour Uva e Vinho e Maria Fumaça.
Abaixo, o que mais me perguntam quando o assunto é Vindima Serra Gaúcha 2026 e pisa da uva em janeiro perto de Gramado. Algumas respostas dependem de agenda e clima, então confirme nos canais oficiais antes de ir.
Em termos de temporada, ela costuma acontecer de janeiro a março. Em 2026, Bento e Gramado já puxam a largada em 10 de janeiro.
O caminho mais direto é Canela, na Vitivinícola Jolimont, que oferece pisa todos os dias e tem proposta de vindima publicada para 2026. Para uma versão mais “Vale dos Vinhedos”, Bento entrega experiências como Cainelli e Cristofoli.
A Vila do Vinho, na Praça das Etnias, tem início divulgado para 6 de fevereiro de 2026. Em janeiro, a vindima de Gramado aparece mais no interior e em programação de abertura.
Para experiências de vinícola, sim. A Cristofoli sinaliza reserva antecipada como necessidade. A Cainelli trabalha com datas e horários, com compra antecipada.
Depende da regra de cada vinícola. A Cristofoli explica que, em caso de chuva forte, pode mudar a dinâmica do trator e manter a programação dentro da vinícola, sem desconto. Leia as condições antes de pagar.
Dá, mas ajuste expectativa. Pisa é molhado, barulhento, e dura tempo. A Jolimont menciona regras de entrada e condições para alguns públicos. Melhor confirmar no ato da compra e avaliar o perfil da criança.
Se você quer a pisa da uva em janeiro perto de Gramado, pare de tratar a Vindima como “passeio qualquer”. Trate como temporada. Com agenda, logística e reserva.
Canela resolve rápido com a Jolimont. Bento resolve profundo com Cainelli e Cristofoli. E Gramado te envolve no clima do evento, com a Vila do Vinho chegando em fevereiro.
No fim, é isso: Vindima Serra Gaúcha 2026 não é só um título bonito. É a chance de viver a Serra com o pé no mosto e a cabeça no presente — exatamente como pede a Vindima na Serra Gaúcha em 2026.
Empresário, palestrante e escritor, Emílio Calil é especialista em turismo e cultura da Serra Gaúcha. Desde 2013 mantém o blog Dicas da Serra Gaúcha, onde compartilha roteiros, experiências e curiosidades de Gramado, Canela e arredores. Apreciador de boa gastronomia, bons vinhos e boa conversa, escreve como quem vive — e ama — cada detalhe das montanhas gaúchas.
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